Entendendo o programa de espionagem PRISM
Hoje trouxe de volta, um dos assuntos mais polêmicos do ano, se não for o mais, o esquema de espionagem do governo americano.
Resolvi pesquisar como funciona o programa PRISM, da NSA, agência de segurança nacional americana.
Como todos sabem, o objetivo do PRISM é bem claro e óbvio, capturar dados dos usuários, seja via email, chamadas por telefone, whatever, isso deve ao fato dos principais serviços usados na atualidade serem norte americanos, o que facilita e muito o trabalho da agência.
Mas não para por ai, em sua defesa, o governo dos Estados Unidos alega que esse tipo de espionagem é feita em nome da segurança nacional, para evitar ataques hostis, tal como a principal ameaça para eles, o terrorismo.
Para ser mais específico, tudo que você faz na internet, pode ser gravado ou controlado em algum lugar do mundo.
Grande parte da comunicação brasileira na web, passa diretamente por grandes 'nós' de distribuição nos Estados Unidos, ou seja, também está sujeita á vigilância.
A verdade é que boa parte da infraestrutura e serviços da internet em todo mundo, dependem de empresas norte americanas, dessa forma é quase inevitável que toda a rede seja espionada.
Nosso computador ou qualquer outro dispositivo que possa se conectar a rede, se comunica com nosso provedor de acesso, que se conecta a um backbone (em inglês, "espinha dorsal") aqui no país, e é o termo utilizado para identificar a rede principal pela qual todos os dados de usuários da internet passam. Os backbones são responsáveis não só por enviar e receber dados entre as cidades brasileiras, mas também para outros países. E é nesses grandes 'nós de distribuição' que eles se encontra. Para entender melhor: imagine os backbones grandes estradas com diversas saídas, estas saídas seriam as redes menores. Essas grandes estradas atravessam o continente e se encontram em algumas centrais estrategicamente distribuídas nos Estados Unidos e na Europa. Essas centrais ou 'nós' representariam rotatórias, onde a informação definiria então o caminho a ser tomado.
Mas será que existe alguma forma de driblar esse trajeto? Algumas pessoas apostam em navegadores que garantem o anonimato na web, mas a solução é ilusória, explica Demi. Segundo ele, a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos controla diversos desses “hubs” da internet, que é exatamente por onde a comunicação desses navegadores também passa sem qualquer proteção adicional para chegar ao seu destino.
A criptografia, que exige uma chave secreta para que uma informação seja lida, seria uma saída. Mas o uso dessa tecnologia não é nada simples. E mais, o uso da criptografia não interessa as empresas que fornecem serviço de internet, afinal elas próprias têm interesse nas suas informações. Afinal, como você acha que o Google e o Facebook fazem para direcionar anúncios que têm mais a ver com você?
Por aqui, o que a gente espera é que o governo realmente trabalhe em cima de uma legislação específica e através da aprovação do Marco Civil da Internet garanta aos usuários brasileiros uma internet com maior privacidade e neutralidade. Agora sobre o que acontece fora daqui, pouco podemos fazer.
Bom, está ai galera, espero que tenham entendido como os Estados Unidos tem acesso aos dados de usuários da rede mundial de computadores, fora que eles têm parceria e acordos estratégicos com empresas do ramo.
