Quem for mais rápido e conseguir invadir um sistema, ganha o prêmio.
Desafio do “hacker do bem” é aprender como bandidos da internet agem.


Hackers talentosos estão sendo contratados por empresas brasileiras para combater o rápido crescimento dos crimes cibernéticos. O trabalho desse pessoal é testar a segurança dos sistemas das empresas. Eles vão participar de uma competição: ganha quem for o mais rápido em invadir uma corporação de mentirinha. A música acelera os competidores e o desafio é com o tempo contado. Eles têm duas horas pra invadir o sistema da empresa e roubar as informações. O conhecimento adquirido vai servir para combater os crimes cibernéticos que cresceram 30% neste ano, só contra pequenas e médias empresas. Segundo os organizadores da disputa, no Brasil, o prejuízo foi de mais de R$ 18 bilhões nos últimos 12 meses. “Esses ataques são freqüentes, acontecem a cada minuto. Hoje em dia com o cybercrime, cyberespionagem, a certeza é o ataque”, informa André Carrareto, estrategista de segurança da Symantec.
O desafio do hacker "do bem" é aprender como os bandidos da internet agem. Na disputa, o sistema a ser invadido é como se fosse uma casa. O hacker precisa reconhecer a área e checar os dispositivos de segurança. Depois vem a invasão, seja roubando a chave – que, no mundo virtual, é a senha - ou encontrando uma falha na segurança. Do lado de dentro, eles procuram o que vale a pena roubar. A última etapa é capturar a informação e fugir.
Por mais que seja um jogo, vale dinheiro. E quem levou foi o Gustavo. O analista de segurança gostou do que aprendeu. “Tem o roubo de informações. É algo que está crescendo muito. Além disso, é importante a gente ter a visão de quem está do outro lado, para poder até mesmo ajudar a proteger”, conta o analista Gustavo Picoloto.
 
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